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Archive for the ‘Férias’ Category

Não sei se assim se pode chamar, nem sei se existe a “Rota dos Teares”, mas nestas férias procurei para além dos dias de descanso que o nosso Norte nos proporciona,  a Rota dos Teares. E fiquei agradavelmente surpreendida por verificar que apesar de tudo, e apesar do que muita vez se diz, ainda existem  teares e pessoas a trabalhar neles.

Quando era criança, e ia de férias para casa dos meus Avós perto da Guarda, todos os anos em Agosto, a minha Mãe levava sempre um saco enorme de roupa velha, para levar a uma aldeia vizinha onde uma senhora tinha um tear. Essa senhora transformava os trapos velhos em mantas para a cama ou para o chão, passadeiras e tapetes. Eu ficava parada a vê-la trabalhar, o ritmo  do tear parecia música, sempre certinho, sempre os mesmos compassos. Talvez venha daí o meu gosto pelos teares, e a vontade de um dia ter o meu. Cá por casa, ainda há muitas dessas mantas feitas nos teares bem rústicos de antigamente, algumas servem de tapete para as crianças brincarem, outras estão guardadas há espera da vez delas.

Assim, andei à procura e encontrei bem perto da aldeia natal dos meus Pais, na Freguesia de Meios, o Museu da Tecelagem. Museu com seis teares com mais de cem anos, onde em 2 são feitos tapetes ou mantas de trapos, e em 4 os cobertores de papa, que ainda há em casa da minha Mãe, não na minha, pois acho que são demasiado ásperos e fortes, e as temperaturas também não o “pedem”.

Museu da Tecelagem em Meios - Guarda

No Museu da Tecelagem, fomos recebidos pela  Maria dos Anjos e a Ana dos Anjos, duas Senhoras muito simpáticas e com muita vontade de mostrar e explicar como tudo funciona. Infelizmente não pudemos ver o tecelão a trabalhar, pois por causa da Volta a Portugal, o Verão Total da RTP estava na Guarda e ele havia sido convidado a representar o Museu. Só ele trabalha com os teares, porque de tão grandes (os cobertores podem sair com cerca de 2,30mt), as mulheres não têm força suficiente para os manejar.

Tear

Este Museu, antes uma fábrica de tecelagem, foi recuperado pela Câmara Municipal da Guarda, tem como objectivo a produção do cobertor de papa, que está em vias de desaparecer. Antigamente o tecelão para ganhar o dia tinha que fazer entre sete e oito cobertores.

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Gosto de Escolas, gosto porque é nelas que aprendemos, porque é nelas que crescemos, porque grande parte do que hoje somos à Escola o devemos.

Gosto também dos edifícios, uns por serem antigos, outros porque são bastante originais, outros porque existem graças a alguns Homens que dispondo de dinheiro e poder (com interesse ou sem ele) se dispuseram a construí-las beneficiando assim as populações de aldeias mais remotas.

E gosto também por nostalgia, e fico triste quando vejo velhas escolas primárias irem a baixo., quando podiam ser recuperadas para serem utilizadas para outros fins. Sei de algumas que felizmente o foram, umas são museus, outras restaurantes, outras ainda servem como casa de turismo rural.

Esta em Campo Benfeito abriga a Cooperativa Capuchinhas, onde um grupo de mulheres cria peças de burel, linho e lã.

Escola em Campo Benfeito

Esta em Romeu – Mirandela, parece que fecha este ano, o que irá ser dela?

Outra Escola esta em Romeu - Trás-os-Montes

Grande responsável pela construção do caminho de ferro para Mirandela.

Clemente Meneres, homem de negócios e bastante influente construiu aqui em Jerusalém de Romeu uma escola primária, contratou os professores e já naquele tempo (por volta de 1905) fornecia o almoço às crianças da aldeia.

De outros tempos...

Esta em Sortelha.

A Casa da Criança em Coja, Jardim de Infância já desactivado e um pouco ao abandono, mas que pertence à Fundação Bissaya-Barreto, espero que não a abandonem de vez.

Enfim, Escolas que fazem parte do nosso património histórico e que deveriam ser preservadas.

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