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Mais umas fotos desta Feira de artesãos latinoamericanos.

Com teares bem rudimentares fazem-se peças únicas, originais e lindíssimas.

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Realizou-se entre dia 4 e 7 de Outubro, o VI Encontro de Artesanato Latinoamericano, no espaço exterior da antiga Casona  Santa Rosa de Apoquindo (monumento nacional), em Santiago do Chile. Um espaço muito agradável, com um lindo jardim e muitas árvores.

Participaram cerca de 100 artesãos oriundos do Chile, Argentina, Colômbia, Bolívia e Perú.

 

Alguns artesãos envergavam orgulhosamente os trajes típicos dos seus países, o que a par com os seus produtos tornaram esta mostra muito colorida.

O sr. Macedonio junto da sua banca.

O sr. Macedonio junto com a sua mulher fundaram a Companhia de Artesanato Wari Urpi no Peru, neste momento ensinam e dão trabalho a mais de 300 artesãos de 12 comunidades nativas.  Os seus produtos são os bordados com muitos motivos da natureza, utilizam apenas produtos naturais, como a lã de ovelha, alpaca ou “vicuña”.

Têm o apoio de USAID, que visa a “redução e alívio de pobreza” no Peru.

 

Sem dúvida,  um projecto com sucesso que ajuda muitas famílias de um país tão pobre.

 

Não resisti, e comprei três cintos, um para mim e dois já a pensar no Natal.

Cintos ou pendentes….

Novo Mundo

Há quase um ano que não colocava aqui um post. E tanta coisa se passou neste ano.

A Retrosaria Gourmet, conquistou o seu lugar ao Sol, com muito trabalho, muitas “task force”, sempre rodeada de muitas amigas com vontade de aprender e ao mesmo tempo ajudar a Gourmet a crescer com as suas ideias. Do nosso “forno de ideias”, que reunia à terça, começando sempre com um almoço de “família”, saíram algumas peças que foram e continuam a ser um sucesso, como é o caso da almofada feita apenas com cola UHU, e que saiu da cabeça da Marta e foi desenvolvida na Gourmet.

Mas, e existe sempre um mas. A Retrosaria Gourmet fechou as suas portas a meio de Julho. Pois, um novo desafio surgiu.

Uma proposta de trabalho feita ao J no fim de Janeiro, que implicava mudar de país. Assim, depois de muito ponderar e de acertar pormenores (5 meses), decidimos aceitar este novo desafio, desafio este que mexeu com toda a estrutura familiar, profissional e pessoal.

Todos tivemos que fazer alguns sacrifícios pessoais ao tomar esta decisão. Deixar família, amigos, escolas, a Gourmet. Mas, só estando todos juntos fazia sentido.

Encaramos este projecto de vida para os próximos 3 anos com optimismo. Vamos começar de novo noutro país, conhecer um mundo novo que nos vai enriquecer.
Vou continuar por aqui, para partilhar convosco esta nova aventura;
Vou continuar por aqui, contando convosco para servir de ligação a Portugal, porque o vosso apoio é importante.
Bem haja a todos.
Encontramo-nos em Santiago do Chile.

Santiago do Chile

Até breve.

Rota dos Teares II

Tomando como ponto de partida Unhais da Serra, fomos até à aldeia Janeiro de Cima (Município do Fundão), esta uma das 27 aldeias de xisto, à procura da Casa das Tecedeiras .  Aqui encontrámos um atelier, com vários teares, num belo edifício de xisto com dois andares. Duas irmãs “agarraram” este projecto e tentam levá-lo a bom porto. Aqui, tecem mantas, echarpes em linho, tapetes feitos com tiras de tecidos, etc.

Um tear bem rústico no andar de baixo.

Esta casa é considerada “um centro interpretativo do linho e da tecelagem”.

Nesse dia tivemos a sorte de encontrar duas tecelãs a trabalhar no andar de cima. Em teares manuais, mas mais modernos. Teares que vêm do norte da Europa.

 

Deste atelier, os tapetes e as mantas saem com cores bem diferentes, e bastante mais atractivas que as antigas.

O meu tapete de fitas.

Agradecemos à Sónia, uma das irmãs responsáveis neste momento por este projecto, mais esta visita guiada. Que consigam continuar a manter esta bela casa e os seus teares em funcionamento por muito tempo.

Não sei se assim se pode chamar, nem sei se existe a “Rota dos Teares”, mas nestas férias procurei para além dos dias de descanso que o nosso Norte nos proporciona,  a Rota dos Teares. E fiquei agradavelmente surpreendida por verificar que apesar de tudo, e apesar do que muita vez se diz, ainda existem  teares e pessoas a trabalhar neles.

Quando era criança, e ia de férias para casa dos meus Avós perto da Guarda, todos os anos em Agosto, a minha Mãe levava sempre um saco enorme de roupa velha, para levar a uma aldeia vizinha onde uma senhora tinha um tear. Essa senhora transformava os trapos velhos em mantas para a cama ou para o chão, passadeiras e tapetes. Eu ficava parada a vê-la trabalhar, o ritmo  do tear parecia música, sempre certinho, sempre os mesmos compassos. Talvez venha daí o meu gosto pelos teares, e a vontade de um dia ter o meu. Cá por casa, ainda há muitas dessas mantas feitas nos teares bem rústicos de antigamente, algumas servem de tapete para as crianças brincarem, outras estão guardadas há espera da vez delas.

Assim, andei à procura e encontrei bem perto da aldeia natal dos meus Pais, na Freguesia de Meios, o Museu da Tecelagem. Museu com seis teares com mais de cem anos, onde em 2 são feitos tapetes ou mantas de trapos, e em 4 os cobertores de papa, que ainda há em casa da minha Mãe, não na minha, pois acho que são demasiado ásperos e fortes, e as temperaturas também não o “pedem”.

Museu da Tecelagem em Meios - Guarda

No Museu da Tecelagem, fomos recebidos pela  Maria dos Anjos e a Ana dos Anjos, duas Senhoras muito simpáticas e com muita vontade de mostrar e explicar como tudo funciona. Infelizmente não pudemos ver o tecelão a trabalhar, pois por causa da Volta a Portugal, o Verão Total da RTP estava na Guarda e ele havia sido convidado a representar o Museu. Só ele trabalha com os teares, porque de tão grandes (os cobertores podem sair com cerca de 2,30mt), as mulheres não têm força suficiente para os manejar.

Tear

Este Museu, antes uma fábrica de tecelagem, foi recuperado pela Câmara Municipal da Guarda, tem como objectivo a produção do cobertor de papa, que está em vias de desaparecer. Antigamente o tecelão para ganhar o dia tinha que fazer entre sete e oito cobertores.

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Uma querida amiga enviou-me este livro dos E.U.A., é realmente um livro fantástico para quem gosta de blocos, só tem 111. E todos juntos fazem o “The farmer’s wife quilt” lindíssimo de 83″*103″. Cada bloco mede 6″*6″.

Com explicações muito simples e claras, traz também um CD de ajuda.

Um dos blocos.

 

Mais um exemplo.

 

Outro bloco.

Com a oferta do livro, veio também o desafio, fazer este quilt. Assim, depois de observar cuidadosamente cada bloco, decidi aceitar o desafio.

Vou deitar mãos à obra, e começar. Mostrarei fotos dos blocos à medida que os fôr fazendo.

Se alguém se quiser juntar será benvinda, vou encomendar alguns exemplares do livro que poderão ser adquiridos na Retrosaria Gourmet.

 

 

PatchSolidário 2011

É com grande satisfação que informo que está já em fase de “arranque” o PatchSolidário 2011 e o 2º Encontro de Patchwork em Portugal.

Este ano a comissão organizadora escolheu a Instituição Ajuda de Mãe, que irá ter um novo berçário já em Setembro. Todos podemos ajudar, seja na elaboração de um bloco, seja na participação no encontro.

À semelhança do ano passado eu vou participar, participe também. Toda a ajuda é bem vinda.

Mais informações, aqui.